quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

O sábio e o tolo:

Sobre um mesmo assunto, o sábio e o tolo discordam.

O sábio desenvolve um pensamento com ciência, legitimidade e direito. O tolo, pouco sabe, mas pelo carisma conquista a multidão de tolos que os assistem.
O tolo parece vencer.
Até porque o que fazer quando o tolo é maior, mais poderoso e faz-se surdo tapando os ouvidos e replicando um irritante "lá,lá,lá"?

Os sábios... são mais numerosos, mais espertos... porém humanos.

De fato entre eles não há diálogo, pois não falam a mesma língua.
Mesmo assim os sábios se erguem, levantam a voz para falar àqueles que precisam ouvir. Não aos tolos, aos tolos sua tolice basta.
Aos sábios sua sapiência vasta os ensinou que a tolice é estado, não condição. E somos todos seres humanos, mutáveis, adaptáveis.

Então gritem, sábios. Gritem porque é de voz que precisamos. É de vós que precisamos.
Para que não haja mais tolos que apoiem mais tolos, e possamos todos falar a mesma língua.

Uma semana conturbada na província

Boa semana àqueles que, assim como eu, não sabem se estão falando do time de futebol ou do estado do Paraná quando o título da matéria é: "Se continuar assim, o Paraná pode acabar".

Contemporaneidade média

Pensamento da manhã: Anne Robert Jacques Turgot, ou somente Turgot, foi um economista francês que assumiu as finanças do rei Luis XVI em um período conturbado da economia na terra do croissant. Com arrecadação baixa e altos gastos da corte o economista sugeriu, entre outras reformas, a redução de gastos e taxação proporcional à riqueza dos cidadãos. Resultado: Turgot foi demitido.


O que me inquieta e me põe a escrever é quantos Turgot serão demitidos dos palácios da Alvorada ou das Araucárias até que uma Bastilha precise ser derrubada em nome de um pouco de luz para que 50% + 1 também possam ver.


Tenham um excelente dia.